sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

GCI.br e NIC.br - Desenvolvimento e Atuação

Sobre o GCI.br:

Organograma representando a composição do GCI.br.


A definição do GCI.br por ele próprio se dá nas seguntes palavras:

"O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) foi criado pela Portaria Interministerial nº 147, de 31 de maio de 1995 e alterada pelo Decreto Presidencial nº 4.829, de 3 de setembro de 2003, para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados."

"Para tornar efetiva a participação da Sociedade nas decisões envolvendo a implantação, administração e uso da Internet, o Ministério das Comunicações e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação constituíram, de forma conjunta, o Comitê Gestor da Internet, em maio de 1995."

"Entre as diversas atribuições do CGI.br destacam-se:
- a coordenação da atribuição de endereços internet (IPs) e do registro de nomes de domínios usando <.br>;
- o estabelecimento de diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da internet no Brasil;
- a coleta, organização e disseminação de informações sobre os serviços internet, incluindo indicadores e estatísticas."

    Em resumo, o GCI.br foi criado através da necessidade de se ter uma agência reguladora de uma nova tecnologia de comunicação que estava se expandindo pelo mundo, e estava nascendo em solo nacional. Se tratava da Internet.

    Assim como a Anatel age sobre as telecomunicações em território nacional, o GCI.br dita normas e regras para o bom desenvolvimento da Internet no país.

    Para que todas as decisões tomadas pelo conselho do GCI.br sejam democráticas, e não hajam partes desfavorecidas, seus vinte-e-um membros são são formados por nove representantes do Governo, sendo eles, cinco dos Ministérios (da Ciência, Tecnologia e Inovação; das Comunicações; da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e do Planejamento, Orçamento e Gestão), um da Casa Civíl do Presidente da República, um da Agência Nacional de Telecomunicações, e dois de Conselhos Nacionais (de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação; e do Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Os outros onze membros são representados por representantes da sociedade civíl (um notório saber em assuntos da Internet, quatro representantes do setor empresarial, quatro representantes do terceiro setor, e três representantes da comunidade científica e tecnológica.)

    Para que fosse aplicado tudo o que é decidido nas reuniões, o GCI.br criou uma entidade pra manter e coordenar os diversos projetos: O Núcleo de Informação e Coordenação do .br (NIC.br).


    Sobre o NIC.br:

    Segundo as definições do próprio estatuto, no Art. nº 4 do Capítulo II, é definido como principais objetivos do NIC.br:

    I - o registro de nomes de domínio sob o DPN (Domínio de Primeiro Nível) .br;

    II - a distribuição dos endereços IPs (Internet Protocol);

    III - a operação de computadores, servidores e rede e toda a infra-estrutura necessária, de modo a garantir a boa funcionalidade da operação de registro e manutenção dos domínios sob o .br;

    IV - atender aos requisitos de segurança e emergências na Internet Brasileira em articulação e cooperação com as entidades e os órgãos responsáveis;

    V - desenvolver projetos que visem melhorar a qualidade da Internet no Brasil e disseminar seu uso, com especial atenção para seus aspectos técnicos e de infra-estrutura;

    VI - fomentar e acompanhar a disponibilização e a universalização de serviços de Internet no país;

    VII - promover ou colaborar na realização de cursos, simpósios, seminários, conferências, feiras e congressos, visando contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do ensino e dos conhecimentos nas áreas de suas especialidades.

    § 1º - Na execução das atividades a que se refere este artigo, o NIC.br obedecerá as regras estabelecidas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br;

    § 2º - Pelo cumprimento do que consta no caput e incs. I a VII, deste artigo, o NIC.br cobrará os valores que serão estabelecidos e aprovados pelo CGI.br.

    Como dito anteriormente e ressaltado neste artigo, em especial pelos § 1° e 2° , o NIC.br agirá sob as normas do GCI.br, atuando para que todas elas sejam compridas no âmbito da Internet.

    O organograma a seguir retrata a composição do NIC.br:



    quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

    W3C




    Tim Berners-Lee - O homem por trás da W3C.

    A W3C (World Wide Web Consortium) é a principal organização por trás da padronização da World Wide Web (o famoso WWW).

    Criada por Tim Berners-Lee em 1994, que desde antes mesmo da fundação da organização, já estava a quase quinze anos buscando definir um padrão para o sistema de informações on-line, não apenas útil a seus colegas de profissão, mas que também trouxesse mais facilidades nas trocas de informação na rede. Começou desenvolvendo o ENQUIRE em 1980, um programa que funcionava como uma espécie de banco de dados na rede; depois desenvolveu o primeiro navegador da história, o WorldWideWeb em 1989, além da criação da relação servidor-usuário, método que se popularizou entre profissionais do meio, organizações e universidades. o WorldWideWeb logo passou a ser adotado por diversos sistemas operacionais. Com a expansão dessa tecnologia, necessitava de uma organização para normatizá-la e ajudar a desenvolvê-la. Assim se fez a criação da W3C.

    A W3C atua sob os seguintes princípios:


    • Web para todos: Compartilhamento de conhecimentos independente do hardware que utiliza, software, infra-estrutura de rede, idioma, cultura, localização geográfica ou capacidade física e mental.
    • Web em todas as coisas: Dispositivos que podem acessar a web, celulares, PDAs, sistemas interativos de TV, sistemas de comandos de voz, quiosques e até mesmo alguns eletrodomésticos
    • Interação rica na web: Permitir que qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa compartilhar informações através da web.
    • Web de dados e serviços: Troca de mensagens e Dados Hiperlinkados.
    • Web confiável: Tornar a confiança e a segurança uma das características da web em tempos que pessoas se encontram e estabelecem relações comerciais e pessoais na rede.

    quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

    Tendências da Internet - Os Três D's

    Steve Jobs com uma de suas invenções, o Macintosh - Boa parte da vida dedicada à criação de novas tendências tencológicas.


    De uns tempos para cá, a internet está sendo a grande responsável por moldar nosso comportamento sócio-econômico. Alguns hábitos mantidos durante gerações estão sendo substituídos por serviços on-line, que nos entregam mais praticidade, mais velocidade, e com um menor custo.

    Alguns desses serviços já se consolidaram no nosso comportamento social, como o comércio on-line. Outros, apesar de já terem se tornado realidade, mostram um novo caminho pelo qual a humanidade passará a trilhar em futuro próximo em termos de tecnologia e acessibilidade, conhecidos como tendências.


    À seguir, veremos algumas dessas tendências, conhecidas com os três D's: desmaterialização, desmonetização e democratização.


    Desmaterialização: Mesmo já sendo uma realidade, a desmaterialização ainda pode ser considerada uma tendência, visto que, cada vez mais dados impressos, em áudio e em vídeo estão sendo digitalizados e compartilhados na rede, até mesmo de acervos históricos e culturais. Um bom exemplo de serviço on-line que contribui com a desmaterialização é o do site Netflix, responsável pelo serviço de TV por internet a assinantes. Com milhares de títulos digitalizados em seu catálogo, podemos imaginar quantos DVD's estão sendo deixados de ser produzidos, caso cada um de seus mais de 40 milhões de assinantes resolvesse obter em mídia todos os títulos que assiste no site.

    Desmonetização: À medida que os aparelhos estão ficando cada vez mais tecnológicos, seus custos estão caindo proporcionalmente.O primeiro computador a ser produzido, o ENIAC, foi construído para fins militares em 1946, conseguia apenas realizar alguns tipos de cálculos, como uma calculadora de bolso dos dias atuais. Ainda assim, custou 500 mil reais ao governo americano, valor que, ajustado pela inflação, passaria dos 6 milhões de dólares atualmente. Já o Kindle, tablet fabricado pela Amazon, possui excelentes taxas de armazenamento e processamento, custando menos de 100 dólares.

    Democratização: A internet deixou ser uma tecnologia exclusiva para fins militares,como era no tempo de sua criação, ou apenas para o uso de experts, como era nos anos 80. A inclusão digital cresceu de forma exponencial nos últimos anos, além da internet ter se tornado um meio de fácil navegação e acesso.


    Um dos principais responsáveis por ditar as tendências tecnológicas no mundo foi Steve Jobs, e não seria nenhum absurdo dizer que ele ainda dita tendências mesmo depois de ter falecido. Seus produtos são claros exemplos de como ele ajudou a implantar os três D's no mundo tecnológico: desde o Apple I, um dos primeiros computadores pessoais a serem produzidos; até o iCloud, responsável pelo armazenamento em nuvem em grande escala, sua última grande invenção.



    terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

    Big Data - Conceito e Utilização.

    New Coke - Poderia ter sido evitada caso o Big Data existisse na época.
    Além de tratar do grande armazenamento de dados, o software de Big Data é responsável por fazer interligações entre estes dados, em uma velocidade quase instantânea, obtendo estatísticas que podem ajudar o empreendedor a tomar decisões cruciais em sua empresa.

    Através desse pequeno resumo, é fácil de entender porque é comum dizer que o Big Data se baseia em 5V's: volume, velocidade, variedade, veracidade e valor.

    Uma das novidades do Big Data é conseguir trabalhar com dados não-estruturados, isto é, dados que não possuem um padrão definido, como vídeo, foto, áudio, páginas da internet, etc.

    Um bom exemplo da utilização de softwares de Big Data é através de sites varejistas como o Netshoes: baseado nas suas compras e visualizações de produtos no site, o software consegue saber qual é o esporte que você pratica ou tem preferência, assim como consegue saber o clube no qual você torce ou simpatiza. E através destes dados ele indica, por meio de anúncios em outros sites, produtos no qual podem lhe interessar, levando em conta também o padrão de compra de outros clientes com o gosto parecido ao seu.

    A utilização do Big Data é , ainda por cima, muito mais confiável do que realizar pesquisas de opinião e balanço de vendas. Vejamos o exemplo da New Coke: em 1985, com a liderança ameaçada no mercado de refrigerantes pela rival Pepsi, considerada "o sabor da nova geração", a Coca Cola resolveu realizar uma pesquisa de opinião com 200 mil pessoas, na qual 3/4 das pessoas aprovaram o novo sabor. Além disso, após lançada, a New Coke apresentou vendas melhores no primeiro mês do que o sabor clássico da bebida.

    O erro de avaliação veio quando a Coca Cola resolveu retirar de circulação o antigo sabor. A revolta dos consumidores ao novo sabor foi geral. E após 3 meses (e um prejuízo de 1 bilhão de dólares), a Coca Cola retornou com o sabor clássico, retirando a New Coke do mercado.

    Com a análise das estatísticas emitidas pelo Big Data, dificilmente teria ocorrido um erro de tamanhas proporções. E mesmo que ocorresse, teria sido remediado rapidamente, diminuindo consideravelmente o prejuízo.

    sábado, 22 de fevereiro de 2014

    Decálogo para governança e uso da internet no Brasil.

    Considerando a necessidade de embasar e orientar suas ações e decisões, segundo princípios fundamentais, o CGI.br resolve aprovar os seguintes Princípios para a Internet no Brasil: 

    1. Liberdade, privacidade e direitos humanos 
    O uso da Internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática. 

    2. Governança democrática e colaborativa 
    A governança da Internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva. 

    3. Universalidade 
    O acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos. 

    4.  Diversidade 
    A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores. 

    5.  Inovação 
    A governança da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso. 

    6.  Neutralidade da rede
    Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento. 

    7. Inimputabilidade da rede 
    O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos. 

    8. Funcionalidade, segurança e estabilidade 
    A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas. 

    9. Padronização e interoperabilidade
    A Internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento. 

    10. Ambiente legal e regulatório 
    O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração.